
Os problemas sociais existem em todo o Nordeste, mas a culpa pela miséria da região sempre recaiu sobre o fenômeno das secas. De fato, elas muitas vezes inviabilizam as atividades econômicas no sertão, dizimando o gado e fazendo com que os sertanejos deixem suas terras em busca de melhores condições de vida. Mas a seca não é a única responsável por toda a situação. Questões como a distribuição de renda e de terras costumam ser deixadas de lado nas discussões. Grupos políticos e econômicos aproveitam-se do flagelo da região em benefício próprio. Divulgando uma situação de calamidade pública, essa elite consegue ajuda governamental – como anistia das dívidas, verbas de emergência e renegociação de empréstimos. Tais auxílios nem sempre beneficiam a população afetada pela estiagem. Muitas vezes, o dinheiro público é usado para a construção de açudes e para o desenvolvimento de projetos de irrigação.
A indústria da seca se refere às pessoas, empresas e outros tipos de organização [Estado, ONG's, Associações, etc.] que se aproveitam dos problemas enfrentados nas regiões áridas do Brasil para se beneficiarem político e economicamente, além de perpetuar tais benefícios. Um exemplo típico são os muitos políticos que sustentam a necessidade de Transposição do Rio São Francisco, que, teoricamente, acabaria com o problema da seca, trazendo benefícios para o Sertão Nordestino; mas essa promessa é muito antiga e nunca foi levada a cabo, apesar de ter sustentado muitos governantes.
Tudo isso caracteriza a chamada "indústria da seca", ou seja, uma série de medidas que eternizam o problema para impedir que o auxílio desapareça.
A indústria da seca se refere às pessoas, empresas e outros tipos de organização [Estado, ONG's, Associações, etc.] que se aproveitam dos problemas enfrentados nas regiões áridas do Brasil para se beneficiarem político e economicamente, além de perpetuar tais benefícios. Um exemplo típico são os muitos políticos que sustentam a necessidade de Transposição do Rio São Francisco, que, teoricamente, acabaria com o problema da seca, trazendo benefícios para o Sertão Nordestino; mas essa promessa é muito antiga e nunca foi levada a cabo, apesar de ter sustentado muitos governantes.
Tudo isso caracteriza a chamada "indústria da seca", ou seja, uma série de medidas que eternizam o problema para impedir que o auxílio desapareça.
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