A Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 25, atribui aos estados, mediante lei complementar, a instituição de Regiões Metropolitanas, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
Assim, os estados alteram, eventualmente, a composição das mesmas, incluindo ou excluindo munícipios, sejam eles novos ou já existentes.
Há, ainda, as Regiões Integradas de Desenvolvimento (RIDE), instituídas por leis federais, que congregam municípios de diferentes Unidades Federadas. O IDB considera as RIDE como Regiões Metropolitanas.
Com isto, na análise de séries históricas de indicadores segundo Regiões Metropolitanas, deve-se atentar que indicadores de determinados períodos podem refletir uma situação diferente da de outros períodos.
Na construção dos diversos IDB já existentes, tem-se procurado recalcular os indicadores do passado quando há alteração na composição da Região Metropolitana, fazendo com que haja comparabilidade das informações. No entanto, nem sempre isto é possível. Nestes casos, é indicado tal fato em nota de rodapé nas tabelas afetadas.
Atenção deve ser dada também ao fato que, com o recálculo dos indicadores, pode haver alteração em valores já publicados em IDB anteriores.
Além disto, vários indicadores do IDB têm como fonte a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. Esta coleta informações por Região Metropolitana, mas apenas para as que existiam anteriormente à Constituição de 1988: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
A composição das Regiões Metropolitanas é obtida nas páginas do IBGE, na área de downloads, seção de Organização do Território.
A tabela a seguir apresenta a composição das Regiões Metropolitanas utilizada no IDB-2003 e as diferenças existentes em relação ao IDB-2002 e anteriores.- A tabela a seguir apresenta a composição das Regiões Metropolitanas utilizada no IDB-2003 e as diferenças existentes em relação ao IDB-2002 e anteriores.
Composição das Regiões Metropolitanas e Regiões Integradas de Desenvolvimento
Nome
UF
Composição no IDB-2003
Alterações em relação ao IDB-2002
Belém
PA
Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará
Grande São Luís
MA
Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar, São Luís
Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina
MA
Timon
Nova RM
PI
Altos, Beneditinos, Coivaras, Curralinhos, Demerval Lobão, José de Freitas, Lagoa Alegre, Lagoa do Piauí, Miguel Leão, Monsenhor Gil, Teresina, União
Fortaleza
CE
Aquiraz, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante
Natal
RN
Ceará-Mirim, Extremoz, Macaíba, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu
Incluídos Nísia Floresta e São José de Mipibu
Recife
PE
Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Recife, São Lourenço da Mata
Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Pólo Petrolina/PE e Juazeiro/BA
PE
Lagoa Grande, Orocó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista
Nova RM
BA
Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Sobradinho
Maceió
AL
Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Maceió, Marechal Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Satuba
Salvador
BA
Camaçari, Candeias, Dias d'Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Salvador, São Francisco do Conde, Simões Filho, Vera Cruz
Belo Horizonte
MG
Baldim, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Ibirité, Igarapé, Itaguara, Itatiaiuçu, Jaboticatubas, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Nova União, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Rio Manso, Sabará, Santa Luzia, Sarzedo, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, Taquaraçu de Minas, Vespasiano
Incluído Itatiaiuçu
Colar Metropolitano da RM Belo Horizonte - MG
Barão de Cocais, Belo Vale, Bonfim, Fortuna de Minas, Funilândia, Inhaúma, Itabirito, Itaúna, Moeda, Pará de Minas, Prudente de Morais, Santa Bárbara, São José da Varginha, Sete Lagoas
Excluído Itatiaiuçu
Vale do Aço
MG
Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso, Timóteo
Colar Metropolitano da RM Vale do Aço
MG
Açucena, Antônio Dias, Belo Oriente, Braúnas, Bugre, Córrego Novo, Dionísio, Dom Cavati, Entre Folhas, Iapu, Ipaba, Jaguaraçu, Joanésia, Marliéria, Mesquita, Naque, Periquito, Pingo-d'Água, São João do Oriente, São José do Goiabal, Sobrália, Vargem Alegre
Grande Vitória
ES
Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha, Vitória
Incluído Fundão - Rio de Janeiro
RJ
Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica, Tanguá
Excluídos Itaguaí, Mangaratiba e Maricá - São Paulo
SP
Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Moji das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista
Baixada Santista
SP
Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente
Campinas
SP
Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos, Vinhedo
Curitiba
PR
Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Tunas do Paraná
Incluído Lapa
Londrina
PR
Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Londrina, Rolândia, Tamarana
Maringá
PR
Ângulo, Iguaraçu, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Paiçandu, Sarandi
Núcleo Metropolitano da RM Florianópolis
SC
Águas Mornas, Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José, São Pedro de Alcântara
Área de Expansão Metropolitana da RM Florianópolis
SC
Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Canelinha, Garopaba, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Paulo Lopes, Rancho Queimado, São Bonifácio, São João Batista, Tijucas
Núcleo Metropolitano da RM Vale do Itajaí
SC
Blumenau, Gaspar, Indaial, Pomerode, Timbó
Área de Expansão Metroplitana da RM Vale do Itajaí
SC
Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Botuverá, Brusque, Doutor Pedrinho, Guabiruba, Ilhota, Luiz Alves, Rio dos Cedros, Rodeio
Núcleo Metropolitano da RM Norte/Nordeste Catarinense
SC
Araquari, Joinville
Área de Expansão Metropolitana da RM Norte/Nordeste Catarinense
SC
Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Campo Alegre, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itaiópolis, Itapoá, Jaraguá do Sul, Mafra, Massaranduba, Monte Castelo, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú, Schroeder
Núcleo Metropolitano da RM Foz do Rio Itajaí
SC
Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes, Penha
Nova RM
Área de Expansão Metropolitana da RM Foz do Rio Itajaí
SC
Bombinhas, Itapema, Piçarras, Porto Belo
Nova RM
Núcleo Metropolitano da RM Carbonífera
SC
Cocal do Sul, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Siderópolis
Nova RM
Área de Expansão Metropolitana da RM Carbonífera
SC
Lauro Muller, Treviso, Urussanga
Nova RM
Núcleo Metropolitano da RM Tubarão
SC
Capivari de Baixo, Gravatal, Tubarão
Nova RM
Área de Expansão Metropolitana da RM Tubarão
SC
Armazém, Braço do Norte, Grão Pará, Imaruí, Imbituba, Jaguaruna, Laguna, Orleans, Pedras Grandes, Rio Fortuna, Sangão, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Treze de Maio
Nova RM
Porto Alegre
RS
Alvorada, Araricá, Arroio dos Ratos, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Capela de Santana, Charqueadas, Dois Irmãos, Eldorado do Sul, Estância Velha, Esteio, Glorinha, Gravataí, Guaíba, Ivoti, Montenegro, Nova Hartz, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Parobé, Portão, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, São Jerônimo, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara, Triunfo, Viamão
Goiânia
GO
Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Trindade
Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno
MG
Buritis, Unaí
GO
Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Vila Boa
DF
Brasília
Fonte: IBGE
segunda-feira, 21 de junho de 2010
REGIÕES METROPOLITANAS
segunda-feira, 14 de junho de 2010
TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANSCISCO

Imaginado pelo imperador D. Pedro II no final do século XIX e estruturado na virada do século XX para o XXI, o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco é cercado de polêmica.
O rio São Francisco é um dos maiores e mais importantes do mundo, estende-se por 2.700 quilômetros. Nasce na região Sudeste, cruza a Centro-Oeste e vai até a Nordeste. Após cruzar três estados, ele desemboca no mar na divisa entre Sergipe e Alagoas. Por isso, o rio ostenta o título de Rio da Integração Nacional e é chamado carinhosamente de “Velho Chico”.
Ao longo de sua extensão, o São Francisco recebe a água de 168 rios afluentes, dos quais 90 são perenes, ou seja, permanentes e os 78 restantes podem secar em períodos de estio.
Seu fluxo é interrompido por duas barragens para geração de eletricidade, a de Sobradinho, que garante a fluência do rio mesmo no período da seca, e a represa de Itaparica, ambas na divisa entre a Bahia e Pernambuco.
Atualmente, 95% das águas do rio desembocam no mar e apenas 5% são usadas pelas populações beneficiadas, em cidades ou na irrigação. Basicamente, o governo pretende aumentar o uso da água para benefício da população.
O projeto prevê retirar água justamente nas duas represas e levar essa água para duas outras bacias de rios menores, mas também importantes: a do rio Paraíba (a leste) e a dos rios Jaguaribe, Apodi e Piranhas-Açu (ao norte).
Basicamente, trata-se da construção de dois imensos canais de ligação do São Francisco com as bacias menores e seus açudes e, depois, a construção de futuras adutoras (por canos).
O prazo previsto é de 20 anos, a um custo final estimado de R$ 4,5 bilhões. Pelo planejado, ele beneficiará diretamente 60 cidades, somando as que já recebiam alguma água e as que não recebiam nenhuma, e uma população de 12 milhões de nordestinos.
Como cada litro de água pesa um quilo, para as adutoras será preciso construir estações de bombeamento e de elevação para vencer montanhas e desníveis de terreno de até 500 metros.
Junto com a interligação de bacias, será também executado um Projeto de Recuperação do Rio São Francisco e seus afluentes, muitos deles assoreados como conseqüência do desmatamento e da agricultura.
A revitalização do rio é uma reivindicação antiga e permanente dos que se preocupam com o rio.
Ambientalistas, geógrafos, biólogos, assistentes sociais e padres se perguntam: qual será o impacto disso para as espécies que hoje vivem nesse rio ou nos rios que receberão a água?
Se houver diminuição das espécies de peixe, o que acontecerá com as populações que dependem deles? A retirada da água pode comprometer a vazão do rio a jusante (ou seja, nas áreas mais próximas da foz)? Se água sumir em áreas onde ela é abundante, o que acontecerá aos que dependem dela?
O ministério da Integração Nacional, que cuida do projeto, diz que sua revisão e detalhamento foi mais cuidadosa, o que garantirá resultados melhores, e que o volume de água a ser usado é inferior a 1% do que o rio despeja no mar.
Apesar de ser uma das prioridades do atual governo, o projeto deveria ter sido iniciado em 2005 mas foi adiado para este ano.
INDUSTRIA DA SECA

A indústria da seca se refere às pessoas, empresas e outros tipos de organização [Estado, ONG's, Associações, etc.] que se aproveitam dos problemas enfrentados nas regiões áridas do Brasil para se beneficiarem político e economicamente, além de perpetuar tais benefícios. Um exemplo típico são os muitos políticos que sustentam a necessidade de Transposição do Rio São Francisco, que, teoricamente, acabaria com o problema da seca, trazendo benefícios para o Sertão Nordestino; mas essa promessa é muito antiga e nunca foi levada a cabo, apesar de ter sustentado muitos governantes.
Tudo isso caracteriza a chamada "indústria da seca", ou seja, uma série de medidas que eternizam o problema para impedir que o auxílio desapareça.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
DESERTIFICAÇÃO

Nas última décadas vem ocorrendo um significativo aumento do processo de desertificação no mundo As principais áreas atingidas são: oeste da América do Sul, Oriente Médio, sul da África, noroeste da China, sudoeste dos Estados Unidos, Austrália e sul da Ásia.
No Brasil, a desertificação vem aumentando, atingindo várias regiões. Nordeste (região do sertão), Pampas Gaúchos, Cerrado do Tocantins e o norte do Mato-Grosso e Minas Gerais são áreas do território brasileiro afetadas atualmente pela desertificação.
A desertificação gera vários problemas e prejuízos para o ser humano. Com a formação de áreas áridas, a temperatura aumenta e o nível de umidade do ar diminui, dificultando a vida do ser humano nestas regiões. Com o solo infértil, o desenvolvimento da agricultura também é prejudicado, diminuindo a produção de alimentos e aumentando a fome e a pobreza.
O meio ambiente também é prejudicado com este processo. A formação de desertos elimina a vida de milhares de espécies de animais e vegetais, pois modifica radicalmente o ecossistema da região afetada. A desertificação também favorece o processo de erosão do solo, pois as plantas e árvores não existem mais para "segurar" O SOLO.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Acompanhamos no dia-a-dia o quanto o ser humano está destruindo o meio ambiente. O crescimento das cidades, as indústrias e os veículos estão causando transtornos para o ar, o solo e as águas. O desenvolvimento é necessário, porém, o ser humano precisa respeitar o meio ambiente, pois dependemos dele para sobreviver neste planeta. Desenvolvimento sustentável significa conseguir obter o necessário desenvolvimento econômico, garantindo o equilíbrio ecológico.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
ÍNDIOS NO BRASIL

Geralmente, o acesso às informações sobre essas populações são bastante restritas. A falta de fontes escritas e o próprio processo de dizimação dessas culturas acabaram limitando as possibilidades de estudo das mesmas. Em geral, o maior contato desenvolvido entre índios e europeus aconteceu nas faixas litorâneas do nosso território, onde predominam os povos indígenas pertencentes ao grupo tupi-guarani. Apesar das várias generalizações, relatos do século XVI esclarecem alguns hábitos desse povo.
De acordo com esses registros, os povos tupi-guarani organizavam aldeias que variavam entre os seus 500 e 750 habitantes. A presença da aldeia era temporária e todo o seu contingente era dividido entre seis a dez casas, sendo que cada uma delas poderia variar de tamanho e comprimento de acordo com as necessidades materiais e culturais de cada aldeia. Para buscarem sustento, os tupis desenvolveram a exploração da coleta, da caça, da pesca e, em alguns casos, das atividades agrícolas.
Sob o ponto de vista político, essas comunidades não contavam com nenhum tipo de organização estatal ou hierarquia política que pudesse distinguir seus integrantes. Apesar disso, não podemos ignorar que alguns guerreiros e chefes espirituais eram valorizados pelas habilidades que detinham. Muitas vezes, diferentes tribos mantinham contato entre si em busca da manutenção de alguns laços culturais ou em razão da proximidade da língua falada.
A realização das tarefas cotidianas poderia variar segundo o gênero e a idade de cada um dos integrantes da aldeia. Em suma, as mulheres tinham a obrigação de desenvolver as atividades agrícolas, fabricar peças artesanais, processar os alimentos e cuidar dos menores. Já os homens deveriam realizar o preparo das terras e as atividades de caça e pesca. Tendo outro modelo de organização familiar, os índios organizavam casamentos e, em algumas situações, a poligamia era aceita.
No campo religioso, alguns desses povos acreditavam na existência dos espíritos, na reencarnação dos seus antepassados e na compreensão dos fenômenos naturais como divindades. Em diversas situações, esse corolário de crenças era fonte de explicação para a origem do mundo ou a ocorrência de algum evento significativo. Em alguns casos, os índios praticavam a antropofagia como um importante ritual em que os guerreiros da tribo absorviam a força e as habilidades dos inimigos capturados.
Historicamente, a situação dos índios variou entre quadros de completo abandono, perseguição e miséria. Até meados da segunda metade do século XX, alguns especialistas no assunto acreditavam que a presença dos índios chegaria a um fim. Contudo, estipulados em uma população de aproximadamente um milhão de indivíduos, os indígenas hoje buscam o reconhecimento de seus diretos pelo Estado e ainda sofrem grandes obstáculos no exercício de sua autonomia.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Imigração no Brasil

Em linhas gerais, considera-se que as pessoas que entraram no Brasil até 1822, ano da independência, foram colonizadores. A partir de então, as que entraram na nação independente foram imigrantes.
Antes de 1870, dificilmente o número de imigrantes excedia a duas ou três mil pessoas por ano. A imigração cresceu primeiro pressionada pelo fim do tráfico internacional de escravos para o Brasil, depois pela expansão da economia, principalmente no período das grandes plantações de café no estado de São Paulo.
Contando de 1872 (ano do primeiro censo) até o ano 2000, chegaram cerca de 6 milhões de imigrantes ao Brasil.
Desse modo, os movimentos imigratórios no Brasil podem ser divididos em cinco etapas:
Ocupação inicial feita por povos nômades de origem asiática que povoaram o Continente Americano entre 10 e 12 mil anos, conhecidos como índios;
Colonização, entre 1500 e 1822, feita praticamente só por portugueses e escravos provenientes da África sub-saariana;
Imigração de povoamento no Sul do Brasil, iniciada, em 1824, por imigrantes alemães e que continuou, depois de 1875, com imigrantes italianos;
Imigração como fonte de mão-de-obra para as fazendas de café na região de São Paulo, entre o final do século XIX e início do século XX, com um largo predomínio de italianos, portugueses, espanhóis e japoneses;
Imigração para os centros urbanos em crescimento com italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e sírio-libaneses, além de várias outras nacionalidades;
Imigração mais recente, reduzida e de pouco impacto demográfico, iniciada na década de 1970.
Entrada de escravos africanos no Brasil
1701-1760
1761-1829
1830-1855
958.000
1.720.000
618.000
O tráfico negreiro foi uma atividade altamente lucrativa e legal que pagava impostos tanto para a Coroa portuguesa quanto para a Igreja Católica (dízimo). O tráfico negreiro iniciou-se oficialmente em 1559, quando a metrópole portuguesa decidiu permitir o ingresso de escravos vindos da África no Brasil. Antes disso, porém, transações envolvendo escravos africanos já ocorriam no Brasil, sendo a escassez de mão-de-obra um dos principais argumentos dos colonos.
A escravidão era utilizada nas mais desenvolvidas sociedades da África Subsaariana antes mesmo do início do tráfico negreiro para as Américas. Escravos negros eram comumente transportados através do Saara e vendidos no norte da África por mercadores muçulmanos. Estes escravos podiam ser pessoas capturados nas guerras tribais, escravizadas por dívidas não pagas ou mesmo filhos de outros escravos por várias gerações. A necessidade de trabalhadores escravos na América aumentou a procura de escravos de modo que passaram a ser organizados grupos que entravam pelo interior da África Subsaariana com o único propósito de capturar pessoas de outras nações para serem vendidas como escravos nos portos do litoral.
A maior parte dos escravos africanos provinham de lugares como Angola, Guiné, Benin, Nigéria e Moçambique. Os traficantes trocavam os escravos por produtos como fumo, armas e aguardentes. Os escravos comprados eram transportados nos chamados navios negreiros principalmente para as cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Recife e São Luís. As péssimas condições sanitárias existentes nas embarcações, que vinham superlotadas, faziam com que muitos escravos morressem, entretanto, a maior parte das mortes ocorria no transporte desde o local de captura até o porto africano de embarque. Quando desembarcavam em solo brasileiro, os escravos africanos ficavam de quarentena enquanto recuperavam a saúde e engordavam para serem vendidos em praça pública. A maior parte ainda viajava a pé para as regiões mais distantes do interior onde havia minas ou plantações.
Os escravos homens, jovens, mais fortes e saudáveis eram os mais valorizados. Havia um grande desequilíbrio demográfico entre homens e mulheres na população de escravos. No período 1837-1840, os homens constituíam 73,7% e as mulheres apenas 26,3% da população escrava. Além disto, os donos de escravos não se preocupavam com a reprodução natural da escravaria, porque era mais barato comprar escravos recém trazidos pelo tráfico internacional do que gastar com a alimentação de crianças. Em relação à grande quantidade de escravos que aqui chegaram, a sociedade brasileira têm até poucos de seus descendentes.
Ao todo, entraram no Brasil aproximadamente quatro milhões de africanos na forma de escravos.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
PIRÂMIDE ÉTARIA BRASILEIRA

A Pirâmide Etária é utilizada para representar o número de habitantes _ em valores absolutos ou relativos _, e sua distribuição por sexo e idade. Ela pode retratar dados da população mundial, de um país ou uma cidade. Se a pirâmide, apresenta um aspecto triangular, o percentual de jovens no conjunto de dada população é alto. A base larga, indica que a taxa de natalidade é alta. O topo estreito indica uma pequena participação percentual de idosos, portanto, a expectativa de vida é baixa. Alta taxa de natalidade e baixa expectativa de vida são características de subdesenvolvimento. Se a pirâmide não apresentar grande diferença da base ao topo, conclui-se que a população recenseada apresenta baixa taxa de natalidade e alta expectativa de vida. Os países europeus que participaram diretamente da Segunda Guerra _ 1939/1945 _, apresentam forte afunilamento na parte da pirâmide correspondente à população na faixa etária dos nascidos no período. Principalmente na Rússia e demais países da antiga União Soviética, que juntos perderam mais de vinte milhões de pessoas. Com o final da guerra, a taxa de natalidade cresceu vertiginosamente, fenômeno conhecido com baby boom _´´explosão de bêbes`` _, e a pirâmide de alargou substancialmente na faixa dos que nasceram nos anos seguintes. Se um país ou região qualquer passar por um período em que ocorra grande entrada ou saída de pessoas, a forma da pirâmide também se alterará.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

¨ A população brasileira formou-se a partir de três grupos étnicos básicos: o indígena, o branco e o negro. A intensa miscigenação (cruzamentos) ocorrida entre esses grupos deu origem aos numerosos mestiços ou pardos (como são chamados oficialmente), cujos tipos fundamentais são os seguintes: mulato (branco + negro), o mais numeroso; caboclo ou mameluco (branco + índio) e cafuzo (negro + índio), o menos numeroso.
¨ Sobre essa base juntaram-se, além dos portugueses, que desde a colonização continuaram entrando livre e regularmente no Brasil, vários outros povos (imigrantes), ampliando e diversificando ainda mais a formação étnica da população brasileira. Os principais grupos de imigrantes que entraram no Brasil após a independência (1822) foram os seguintes: atlanto-mediterrâneos (italianos e espanhóis), germanos (alemães), eslavos (poloneses e ucranianos) e asiáticos (japoneses).
¨ A população brasileira é, assim, caracterizada por grande diversidade étnica e intensa miscigenação.
¨ A elevada miscigenação ocorrida no período colonial, principalmente entre brancos (portugueses) e negros (africanos) , explica o rápido crescimento do contingente de mulatos em relação ao contingente de negros.
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¨
¨
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¨ Em 1800, os negros eram 47% da população, contra 30% de mulatos e 23% de brancos. Fatores como, por exemplo, a proibição do tráfico de escravos (1850), a elevada mortalidade da população negra, o forte estímulo à imigração européia (expansão cafeeira), além da intensa miscigenação entre brancos e negros, alteraram profundamente a composição étnica da população brasileira. Em 1880, os negros estavam reduzidos a 20% da população, contra 42% de mulatos e 38% de brancos. Daí em diante, ocorreu a diminuição constante da população negra e aumento progressivo da população branca (intensificação da imigração européia, após a Abolição da Escravidão). Em 1991, os negros eram apenas 4,8% da população total, contra 55,2% de brancos e 39,2% de mestiços.
¨ Excluídos do processo de desenvolvimento econômico e social do país, os negros formam atualmente, ao lado de grande parte de outras camadas não-brancas (mulatos, índios etc.) um enorme contingente de brasileiros marginalizados.
¨ Os dados estatísticos fornecidos pelo recenseamentos gerais são relativamente precários e, até mesmo, omissos. No censo demográfico de 1970, por exemplo, no auge de regime militar, não há nada relativo aos negros e aos índios. Por quê? Manobra estratégica do governo para impedir a conscientização ou atuação de grupos étnicos minoritários?
¨
¨
¨
¨
¨ Os números oficiais, principalmente os que se referem a brancos e negros, são passíveis de questionamento.
¨ O primeiro recenseamento oficial no Brasil só foi realizado em 1872, ou seja, 372 anos após a chegada dos portugueses e cinqüenta anos após a Independência do país.
¨ Há muita controvérsia com relação ao número de negros que entraram no Brasil, o mesmo ocorrendo com relação à população indígena que habitava o país na época da chegada dos colonizadores.
¨ A ideologia do branqueamento, imposta pelo europeu, apregoando a superioridade do branco ("quanto mais branco, melhor") fez com que muitos indivíduos de ascendência negra passassem por brancos nos recenseamentos, a fim de obter maior aceitação social.
¨ Fatos como esse permitem supor que os números mostrados são exagerados para mais, em relação aos brancos, e para menos, em relação aos negros.
¨ A ideologia do branqueamento nada mais é que um modelo discriminatório, de natureza racista, criado pelas elites dominantes para marginalizar os negros, impedindo-os de obter ascensão social, econômica e cultural. O branqueamento teve importância decisiva no processo de descaracterização (enquanto raça) e no esvaziamento da consciência étnica dos negros.
¨ O mulato, produto da miscigenação entre brancos e negros, constitui importante exemplo do poder de influência da ideologia do branqueamento. Por mais "claro" e mais bem-aceito socialmente que o negro, o mulato passou a se considerar superior ao negro, assimilando, com isso, a ideologia do branqueamento.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
REGIÕES MORFOCLIMATICAS

Domínio das pradarias
Domínio representado pelo Pampa, ou Campanha Gaúcha,onde o relevo é baixo, com suaves ondulações (coxilhas) e coberto pela vegetação herbácea das pradarias (campos).A ocupação econômica desse domínio tem-se efetuado pela pecuária extensiva de corte, com gado tipo europeu, obtendo altos rendimentos e pela rizicultura irrigada.
Postado por: Nathalia oliveira e Letícia teixeira- NOSSO ESPAÇO BRASILEIRO
*FONTE:www.objetivo.com.br
quarta-feira, 7 de abril de 2010
AS REGIÕES GEOECONÔMICAS DO BRASIL
As regiões Geoeconômicas do Brasil